#paznastorcidas

outubro 17, 2010 Deixe um comentário

Texto escrito pelo @Abelheira em apoio ao blog http://coisasdecasados.blogspot.com/, da @AndreaDestefani

Com qual intenção você sai de casa? Com qual intenção você sai de casa diariamente? (trabalhar, cumprir metas, bajular o chefe, furar a fila do metrô, puxar o tapete do colega no trabalho) Quando vai ao shopping? (comprar, lanchar, ver gente, ir ao cinema, passear)

Igual ou diferentemente de você, há pessoas que saem de casa com a única intenção de fazer o mal. Bater, humilhar, matar. Bestamente exibir uma força física para outros machos, numa subversão da teoria de Seleção Natural de Charles Darwin, porque aqui não se seleciona o melhor nem o mais forte, mas sim o mais idiota. O mais babaca. Quem precisa se afirmar fazendo uso da força, de armas (ainda que sejam paus, facas etc) deve procurar um bom terapeuta. Sexual.

TORCER pressupõe FAZER CORO A FAVOR. Vibrar na vitória, humildemente. Abraçar na derrota, honradamente. Quebrar tudo quando o time perde contribui apenas para a animalização da própria torcida.

Estava eu em São Paulo em 2005 quando de um jogo Corinthians x São Paulo. Do décimo segundo andar de um hotel nos jardins, ouvi a torcida do tricolor passar à caminho do estádio. Eles ganharam. No dia seguinte, o Paraíso Paulista, na praça Oswaldo Cruz, estava destruído. O rapaz da banca chorou. Levaram seu computador, destruíram o ar-condicionado. Quebraram a vidraça da loja de rua do curso onde fui fazer treinamento. Tentaram saquear a farmácia, mas a polícia chegou à tempo. A miséria que a torcida vivia gerou a violência contra o status quo.

Pergunto: isso contribuiu, de qualquer maneira, para que os gaviões vencessem numa próxima chance? Querem protestar? Ok. Porta do centro de treinamento, cartazes, reunião com o presidente do time, com o técnico. Ou, sei lá, faixas nos jogos, assistir os jogos de costas para o campo, ou até mesmo não ir a jogos. Agora, barbarizando nada se resolve.

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Problemas? Troque o técnico!

outubro 17, 2010 Deixe um comentário

Se existe uma profissão incessantemente cobrada por resultados, essa profissão é o técnico de futebol no Brasil. Acompanhando o noticiário esportivo, vemos que mensalmente algum comandante, em algum lugar do Brasil, é demitido por conta de fraco aproveitamento. A cobrança dos dirigentes e, sobretudo, da torcida é implacável. Logicamente o imediatismo impera. Em outras modalidades, como no vôlei e no atletismo, verificamos treinadores e técnicos que perduram por até mesmo algumas décadas em seus postos, realizando trabalhos de longo prazo.

Acontece que quando uma equipe anda mal das pernas sempre olhamos para seu líder. É assim quando turmas inteiras tiram notas baixas – a culpa é do professor -, quando as vendas não alcançam as metas – a culpa é do gerente -, quando o projeto não foi aceito pelo cliente – a culpa é do gestor. Acontece também que, numa era em que se fala em liderança servidora, coesão de equipe, gestão de riscos e todos o economês e martikinês, ainda se verificam dois erros básicos, a meu ver.

1. Terceirização da culpa.
Não me atendo à definições de globalização, encontradas aos montes pelo Google, há uma em especial que gosto muito. “É a habilidade de uma empresa tornar-se mais competitiva globalmente, com soluções locais.” Antiteticamente, não encontro mais quem escreveu isso. Perdão. Bem, é um conceito que contempla sua melhor vantagem – o fomento à competição. E um de seus pilares é a terceirização. Não é mais preciso que uma empresa detenha todas as fases do ciclo de produção e venda de um produto; muito pelo contrário, é possível que a partir de um pequeno escritório milhões de dólares sejam faturados ao cabo de anos, meses, semanas e dias. Como o trabalho envolve pessoas, presume o erro. E o erro carrega a culpa em sua alma, e isso é um peso. É essa rocha que precisa ser realocada em outra pessoa – eis o surgimento da terceirização da culpa. A culpa é terceirizada, globalizada. Nunca é minha, é sempre de outro. Eu errei por erro seu. Eu errei porque meu colega não se dedicou, e não porque eu deixei de fazer aquele curso. Eu errei porque meu colega não fala inglês.

1. Troque o técnico

Já coordenei equipes de professores em filiais de cursos onde trabalhei, além de ter feito atendimento direito aos alunos. Houve, sim, um tempo em que uma das unidades em que eu estava ia muito mal das pernas em todos os aspectos – não se matriculavam novos alunos, o índice de cancelamento estava elevadíssimo, o recebimento financeiro era uma vergonha. O curioso é que eu retornava àquela unidade, da qual havia sido praticamente enxotado pelo franqueado por conta de inúmeros atritos de visões atrelados à minha inexperiência e ganância por parte dele, após um ano. A minha expulsão rendeu uma transferência para filial da matriz, o franqueado perdeu a unidade e eu voltei pra lá por morar muito próximo. Como eu já havia trabalhado lá, muitos alunos ainda permaneciam. Mas eu não podia ser o Carlos antigo, isso só geraria um provável novo desentendimento. Eu precisava trocar de técnico, e o técnico era eu. Não dava mais pra ser inexperiente, amador.
Era preciso colocar a mão na massa, sem nenhuma pieguice. Ou eu vestia a camisa de onde eu trabalhava e colocava aquela locomotiva pra funcionar, ou o insucesso me visitaria novamente.
Para aumentar a matrícula, sobre a qual eu não tinha muito controle, instituí a reativação. Ligava para alunos que me conheciam, mas que haviam cancelado durante o tempo em que não estive lá. Quando comuniquei isso à minha diretoria, fui autorizado a desconsiderar uma desistência a cada reativação efetivada. Pois bem, os cancelamentos tinham vergonhosos dois dígitos – e isso só se diminui com bons serviços prestados, o que está atrelado ao financeiro e ao controle de frequência, que passou a ser diário.
Consegui trazer o cancelamento para um dígito no primeiro mês, desconsiderando as reativações.  Envolvi a equipe de professores em um programa de metas de retenção de alunos com bônus, com um plano de carreira. Em três meses eu já tinha uma assistente de coordenação.
Conforme eu ligava para controlar a frequência e fazer e controle de qualidade das aulas, sutilmente solicitava aos alunos que efetuassem o pagamento na próxima aula. No mesmo mês em que voltei, tínhamos 95% de pagantes no dia 08, índice nunca antes visto.

Ah, as consequências: indicação para ir para o Texas e para controlar uma nova filial da matriz.

Não quero que este texto seja entendido como uma auto-bajulação umbiguista. É uma experiência muito real, na qual precisei trocar de técnico.

@Abelheira.

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Vamos à Cabrália!

outubro 14, 2010 2 comentários

Tenho inveja de Cabral. Não o Pedro Álvares, sujeito que em nada invejo. Tenho inveja do Cabral Sérgio, o governador reeleito do Rio de Janeiro. Tenho inveja dele e não é inveja branca, até porque inveja não é coisa que tenha cor, raça, credo ou religião. A inveja não faz distinção, e poucos sentimentos ou pecados capitais ou mesquinharias nos unem a todos como pessoas humanas (oi?) senão por ela. A inveja não está imbuída de preconceitos. A inveja não é exclusividade humana, prismando-a como coisa de pessoa sub humana também.

Conheço Cabrália. Fica no Leblon, pertinho da Niemeyer. É uma terra linda. As aves que lá gorjeiam não gorjeiam como cá. Carrinhos azuis e brancos, vulgo viaturas policiais, 24h/dia x 7 dias/semana. Acho justo. Argumentar-se-íamos, ora não provida tal segurança, que capaz sequer seríamos de provê-la ao governador, quiçá para os indíviduos. Opa! Chegamos ao clímax.

A segurança é um direito ora individual, ora coletivo. Cito o artigo em http://www.latimedireito.adv.br/art97.htm como deveras iluminador.

Acontece que Cabrália fica a 2km da favela do Vidigal, estopim de uma pequena guerra numa pacata manhã de sábado. Se isso aconteceu nas cercanias de Cabrália, o que dizer do resto da cidade e do estado? Num erro coletivo, como a reeleição de George W. Bush, Garotinho, Clarissa Garotinho, Marcelo Allencar, Brizola, Moreira Franco (em cargos executivos e legislativos), Cabral foi reagraciado pelo povo com 66% dos votos válidos. Incrível. Professores desvalorizados, sem força, desunidos. Policiais corruptos, desarmados, desunidos.

A vitória de Cabral é reflexo das classes que ele mais lutou para desunir.

Não podemos também atribuir toda a criminalidade espalhada por aqui a ele. Foram pelo menos duas décadas de péssimos gestores, pós-alardeados por grandiosos prefeitos e governadores que iniciaram obras nos anos 50 e 60, mas não dependiam do maior câncer de uma metástase denominada democracia, que é o voto. Por dependerem do voto como as baratas do lixo, nossos gestores públicos se vendem a legados faraônicos em detrimento de feitos de infra-estrutura preventivos. Em detrimento de uma gestão minimamente decente. Motivos históricos e econômicos não colam mais, e na verdade depõem contra eles.

Reconheço que ele é esforçado, mas tendo à favor (e usando muito bem) a máquina do estado, a propaganda eleitoral, a subversão de informações, fica muito difícil crer na pureza de seus atos.

Quero abordar o tema da UPP num outro post.

@Abelheira

Minha opinião não necessariamente expressa aquela dos outros autores do blog.

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Descriminalização da maioridade abortiva

outubro 7, 2010 4 comentários

Temas aparentemente distantes e não-interligados como descriminalização das drogas e do aborto, bem como a redução da maioridade penal compartilham uma tênue linha de discussão, unidos pela premissa de que nenhum deles – nem isoladamente, sequer conjuntamente entre si – resolvem questões como violência, crescimento populacional e miséria. Pois que vejamos.

À favor da descriminalização das drogas, alguns argumentam que a receita trazida pelos impostos oriundos das vendas dos narcóticos possibilitaria mais investimentos em saúde, educação, estradas e blá blá blá. Creio que o efeito será exatamente o oposto – porta aberta para sonegação, mais crimes, mais tráfico. Há também quem defenda que sejam distribuídas em locais públicos (centros de saúde, pronto-socorros, hospitais, farmácias populares), no maior estilo ‘pega quem quer’, o que certamente seria muito dispendioso para os cofres públicos. Se remédios, fazedores do bem por definição, são onerosos, quiçá drogas. O caminho a ser percorrido por elas até o (erm) consumidor final já está viciado (sem trocadilhos infames) e virtuar essa estrada seria também fonte de corrupção. Não dá.
Some-se à isso uma velha e péssima prática da administração taxativa brasileira: a nã0-aplicação de um determinado imposto, geralmente travestido como ‘contribuição’ ou ‘taxa’ no fim ou local para o qual é arrecadado. O que dizer de CPMF, taxa de iluminação pública, IPVA e IPTU?

A violência à qual somos submetidos como trabalhadores, cidadãos, pagadores de impostos gera nossa própria miséria.

A questão do aborto é ainda mais profunda e tocante. Defender que se extirpe uma vida é, para começo de conversa, inadmissível – salvo, logicamente, em casos de estupro. Embora não seja meu foco, trago alguns prismas diferentes sobre o começo da vida: para os católicos, dá-se assim que o espermatozóide adentra o óvulo; para os operadores do Direito, no momento da nidação (previsto no Código Civil de 2002); sequer entre os médicos há consenso – cardiologistas defendem que só há vida quando pulsa o coração; para o neurologistas, apenas ao formar-se o cérebro. O que precisa ser trazido à tona é: vamos todos sair por aí, transando com quem quisermos sem proteção, engravidando todas, contraindo todas as DSTs que ainda estão por existir, e depois simplesmente cortamos fora o rebento? Isso não é uma violência contra a mulher? Contra o feto? Contra a vida? Contra a medicina, o direito, a moral, os costumes? Na literatura médica colecionam-se casos de mulheres cujos úteros tornaram-se AFUNCIONAIS após sucessivos abortos. Podemos defender o ‘Faz quem quer?’
Defendo veementemente que não.

Maioridade penal. Está lá no Código Penal, artigo 27; artigo 104 caput do Estatudo da Criança e do Adolescente e no artigo 228 da Constituição Federal. Alguns dirão que o CP é um diploma antigo, caducado, asseverando que a necessidade urge por leis mais novas, mais contemporâneas. Crucificarão também a Constituição de 1988, longa demais, que nos Estados Unidos a constituição tem 14 artigos. Cabe aqui uma pausa. O sistema de leis vigente aqui, nosso ordenamento jurídico, baseia-se na ‘Civil Law’, de tradição romana, com códigos extensos e previsibilidade de lei. Nos países anglo-saxãos, prevalece o ‘Common Law’, um direito consuetudinário, baseado em jurisprudências. Há, sim, leis – mas poucos códigos extensos como temos aqui.

Voltando à vaca fria, quantos de nós ficamos estupefatos ao testemunharmos o desenvolvimento biológico-hormonal de um adolescente de 16 anos? Que dizer de sua maturidade, seu conhecimento da realidade, de vida, de violência? Certamente mui avançados quando os comparamos a duas gerações atrás. Quantos de nós vemos indivíduos de 13, 14 anos e pensamos que já podem optar pelo voto? Sim, os tempos mudaram. Indubitavelmente. Como também inquestionável é que a educação em geral sucateou-se, e que este genocídio espalhou-se qual vírus novo. A literal falta de educação, aqui entendida como grau de instrução, furtou dos indivíduos suas inocências, pois que lançaram-se ao mercado de trabalho mais cedo, à sociedade mais cedo, à falta de acesso ao mercado de trabalho e à sociedade mais cedo. Em duas gerações, a transliteração disso é a realidade como a vemos hoje em dia. Em dois séculos, herança da Lei do Ventre Livre e do Sexagenário, gerações de mendigos infestam as ruas dos grandes centros, população esta que exponencia-se a cada dia pelos motivos já expostos. Quantos menores você vê dormindo ao relento todos os dias no caminho para o trabalho? Quantos estão nos sinais, fingindo-se de gente para ganhar uns trocados? Quantos estão por aí, cometendo furtos, estupros, rindo de um mundo ao qual simplesmente nunca terão acesso?

Logo, pergunto (leia-se: questiono): jogar um menor desses em uma cadeia, verdadeiras universidades do crime, resolve? Sim, eu sou A FAVOR da redução da maioridade penal, mas nunca como medida isolada. Colocar um adolescente numa ex-Febem, convivendo com menores mais perigosos, mais experientes no crime do ele resolve? Quantas atividades sócio-educativas são promovidas nesses lugares? Quantos indivíduos realmente se regeneram? Vc conhece algum? Se sim, o que o fez largar o mundo do crime e honrar seus impostos?

A solução para tudo está na educação. Qual profissão forma-se sem um professor? Salários, benefícios, tudo à parte, inclusive a pieguice, uma sociedade baseia-se em escolas que preparem os alunos para aprender e universidades que os deixem prontos para vencer. A realidade brasileira está longe disso. As escolas, como já disse, estão podres. Os pilares das universidades (ensino, pesquisa e extensão) não tem, de um modo geral, qualquer aplicabilidade. Muitas universidades definem-se como ilhas a mais de 100.000km da costa.

Mulheres esclarecidas exigem que seus parceiros se protejam, evitando gravidez e DSTs. Cidadãos esclarecidos e equilibrados não buscam solução em drogas. O equilíbrio familiar é conquistado com pais cujos empregos são estáveis e pagam bem, um sistema de saúde confiável e uma sociedade que possa acessar tudo o que precise (em termos de locais públicos, saneamento, casa, bens, comida) quando precise.

Sem esclarecimento, o que podemos exigir?

Para provocar: nuestros vecinos hermanos parecem estar à nossa frente. Buenos Aires isoladamente tem mais livrarias que todo o Brasil. A Argentina paga o maior salário mínimo em dólares da América Latina e a cidade de BsAs é tranquila. As poucas favelas estão em locais específicos, os quais são simplesmente evitados.

 

Tudo está interligado. Pela educação.

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Voto nulo ou voto válido? Eis a questão.

setembro 27, 2010 12 comentários

Desde que o voto direto para presidente da república se instalou no Brasil (1989), temos assistido a inúmeras demonstrações de desrespeito com a coisa pública, o que vem enfraquecendo a confiança do povo na democracia.

Tenho lido e ouvido nos últimos meses várias manifestações a favor do voto nulo como única opção, a única saída diante da fraqueza ideológica e da confusão programática a que os candidatos aos diversos cargos eletivos vêm nos submetendo. “São todos farinha do mesmo saco!”, dirão alguns. Mas será que são mesmo? Será que, dentre todos os candidatos, não há algum com idéias, pelo menos em parte, parecidas com as do eleitor? “O que adianta dizer uma coisa na propaganda ou no debate, e fazer outra quando assume?”, vem como resposta.

Qual o papel do eleitor? Votar? Não, não se trata apenas disso. A cada dois anos, o eleitor escolhe aqueles que o representarão nos poderes executivo e legislativo, mas aí é que começa verdadeiramente o papel do eleitor, que deveria passar a vigiar a atuação dos eleitos e cobrar bom comportamento.

Ah, mas eu não concordo com as idéias de candidato algum! Vou votar nulo, porque se tivermos mais de 50% de votos nulos, o resultado da eleição é invalidado, e novas eleições são convocadas, com novos candidatos!” – isto não é verdade. Uma eleição somente é invalidada em caso de fraude, impugnação, mas não porque mais de 50% dos votos foram nulos.

Mas vou votar nulo mesmo assim, porque não quero ter a responsabilidade de escolher, e o eleito não cumprir com o seu programa.” Por que fugir da responsabilidade? Isto tem um sinônimo: covardia. Outros mais sutis: conivência; concordância; complacência.

OK, então vou escolher algum candidato, mesmo que não concorde totalmente com ele. Mas ele não vai ser eleito, está mal nas pesquisas, então por que votar nele?” Não acredite em pesquisas, acredite naquilo que está em sua ideologia. “Não há candidato que pense igual a mim!” Claro que não, somos indivíduos! Cada um pensa diferente, mesmo que seja de forma parecida. “Ah, mas se meu candidato não for eleito, como poderei cobrá-lo?” Não interessa quem foi eleito, o eleitor deve cobrar de quem assumir, não importando qual bandeira tenha defendido, porque a partir do início do mandato ele deve servir à população.

Outra questão polêmica é o voto útil, que seria em muitos casos complementar à idéia do voto nulo. Tem sido defendido que não existe voto útil no primeiro turno. Eu discordo. Se existe um candidato que você não concorde de jeito nenhum que seja eleito, vote em outro que “roube” os votos daquele. Isto é melhor que voto nulo, que não muda o panorama de vitória/derrota de cada um dos candidatos, já que somente votos válidos são considerados.

Participação é a chave do processo democrático. Mas se a participação não se der no ato de votar, que pelo menos se realize na cobrança pela execução das práticas que atendam às necessidades do povo.

José Luiz de Almeida Junior

(A opinião aqui expressa não representa necessariamente a opinião de todos os integrantes do blog Sete do Bem.)

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Sete do bem

setembro 8, 2010 2 comentários

Somos um grupo de amigos do twitter que precisam de mais de 140 caracteres para expor nossas idéias. Pessoas como você, leitor, que pagam os impostos e sustentam o dia-a-dia das cidades.
A Lei 9620/98 protege os textos desse blog, independentemente de registro dos mesmo ou da maneira pela qual os autores dos mesmos se identificam.

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#diadoorgasmo

Em homenagem ao #diadoorgasmo, estou liberando um pedacinho de um conto que escrevi há uns seis anos.

“Com aquele cuidado impresso apenas pelos amantes, por aqueles que conhecem e sabem milimetrar corpos alheios, emergindo-lhes sem medo o desejo ao mesmo tempo próprio, mas cujo dono é o outro, o corpo do outro, a pele, o cheiro, o caminho, cada poro engolido pelo tato, cada pêlo eriçado por sorrisos, por hormônios inquietos, Erika queria ser e que Marcos a fosse ilimitadamente. Ele muito a amava, preparou novos odores, cores velas, sabores vinhos, cuidou para que apenas eles ali estivessem. Ela, entregue que estava aos despudores de seu homem, ainda mais que desfrutava, por muito mais que dominava, além mais do que vivia, encarnava e era em si própria tudo o que milimetricamente experimentava.”

Abelheira.

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