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Vamos à Cabrália!

Tenho inveja de Cabral. Não o Pedro Álvares, sujeito que em nada invejo. Tenho inveja do Cabral Sérgio, o governador reeleito do Rio de Janeiro. Tenho inveja dele e não é inveja branca, até porque inveja não é coisa que tenha cor, raça, credo ou religião. A inveja não faz distinção, e poucos sentimentos ou pecados capitais ou mesquinharias nos unem a todos como pessoas humanas (oi?) senão por ela. A inveja não está imbuída de preconceitos. A inveja não é exclusividade humana, prismando-a como coisa de pessoa sub humana também.

Conheço Cabrália. Fica no Leblon, pertinho da Niemeyer. É uma terra linda. As aves que lá gorjeiam não gorjeiam como cá. Carrinhos azuis e brancos, vulgo viaturas policiais, 24h/dia x 7 dias/semana. Acho justo. Argumentar-se-íamos, ora não provida tal segurança, que capaz sequer seríamos de provê-la ao governador, quiçá para os indíviduos. Opa! Chegamos ao clímax.

A segurança é um direito ora individual, ora coletivo. Cito o artigo em http://www.latimedireito.adv.br/art97.htm como deveras iluminador.

Acontece que Cabrália fica a 2km da favela do Vidigal, estopim de uma pequena guerra numa pacata manhã de sábado. Se isso aconteceu nas cercanias de Cabrália, o que dizer do resto da cidade e do estado? Num erro coletivo, como a reeleição de George W. Bush, Garotinho, Clarissa Garotinho, Marcelo Allencar, Brizola, Moreira Franco (em cargos executivos e legislativos), Cabral foi reagraciado pelo povo com 66% dos votos válidos. Incrível. Professores desvalorizados, sem força, desunidos. Policiais corruptos, desarmados, desunidos.

A vitória de Cabral é reflexo das classes que ele mais lutou para desunir.

Não podemos também atribuir toda a criminalidade espalhada por aqui a ele. Foram pelo menos duas décadas de péssimos gestores, pós-alardeados por grandiosos prefeitos e governadores que iniciaram obras nos anos 50 e 60, mas não dependiam do maior câncer de uma metástase denominada democracia, que é o voto. Por dependerem do voto como as baratas do lixo, nossos gestores públicos se vendem a legados faraônicos em detrimento de feitos de infra-estrutura preventivos. Em detrimento de uma gestão minimamente decente. Motivos históricos e econômicos não colam mais, e na verdade depõem contra eles.

Reconheço que ele é esforçado, mas tendo à favor (e usando muito bem) a máquina do estado, a propaganda eleitoral, a subversão de informações, fica muito difícil crer na pureza de seus atos.

Quero abordar o tema da UPP num outro post.

@Abelheira

Minha opinião não necessariamente expressa aquela dos outros autores do blog.

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Categorias:Uncategorized
  1. outubro 14, 2010 às 8:55 pm

    Não concordo contigo quanto à inveja, não costumo ter inveja, principalmente inveja da vida de outra pessoa. Se tivesse de nascer de novo seria eu mesma, apesar de ter muitos defeitos que gostaria de corrigir rsrsrsrsrs
    Mas não invejo o Cabral principalmente porque ele tem princípios e conceitos muito diferentes de mim. E esse tipo de defeito (ou desvio) eu não quero ter, continuo preferindo ser uma reles plebéia.

    • outubro 14, 2010 às 9:01 pm

      Pois é, eu não me referi às conquistas pessoais de Cabral, sequer abordei isso no texto. Referi-me ao uso do sistema ao seu favor. Sinceramente, não quero estar no lugar dele.
      Quanto aos defeitos… só uma minuto, que a coleção caiu no chão. Rs

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